A preocupação que temos, hoje, com o consumo nos tem afastado uns dos outros. Já não sabemos mais conversar, a não ser que seja através de um computador ou mesmo do telefone; estamos desaprendendo a nos socializar. Daí, creio eu, esse volume crescende de pessoas desenvolvendo depressão e síndromes do pânico, somos seres dados exclusivamente ao social, e a dessocialização física, esse isolamento carnal vem agravando a qualidade de vida o que produz uma compusividade ao consumo para suprir um desiquilíbrio psíquico e simplesmente íntimo. O hipermodernismo (termo de Guilles Lipovetsky) criou rótulos que nos afastam dos seres que dividem o mundo conosco e nos aproximou do que é consumível.
Estamos vivendo tempos obscuros.
Estamos vivendo tempos obscuros.
O Mundo está se destruindo e achamos que isso é normal ou culpa de alguém, 'não minha'; não separo o lixo para reciclagem, pois no meu condomínio, bairro, cidade, estado não fazem coleta 'mas eu não tenho coragem nem de propor ou revindicar', jogo o óleo da fritura na pia ou no quintal, 'mas só foi um pouquinho', não respeito o espaço público, não respeito as leis, não respeito os horários e os compromissos; ou seja perdi a capacidade de viver em sociedade, simplesmente porque o mais importante e ter 'coisas'. Termino essas linhas dizendo que devemos cuidar das nossas relações afetivas tanto internas quanto externas, através do respeito a si e ao outro.
Nenhum comentário:
Postar um comentário